| Budismo Zen |
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O Zen define-se geralmente em quatro aspectos: Desde então, essa transmissão de "mente a mente" passou por vinte e oito gerações de patriarcas, até que o indiano Bodhidharma, para alguns, mais mítico do que real, levou essa tradição à China e fundou a escola de Dhyana. Surgiram posteriormente vários tipos de escolas Zen na China, Coreia, Japão e Vietname. Ainda que avesso às definições, o Zen pode ser visto como uma prática de transformação dos processos mentais pela atenção dada ao presente. Nesse sentido as escolas Zen acentuam a integração da prática no dia-a-dia, aproximando-se neste sentido da escola Theravada. No Zen, utiliza-se ainda a meditação em andamento e a recitação de sutras como práticas complementares. Os retiros (sesshin), as entrevistas pessoais com o professor (dokusan) e as palestras sobre o Dharma (teisho) e o trabalho enquanto prática meditativa (samu) têm um papel igualmente importante no Zen. Em resumo, a prática num Centro ou Mosteiro Zen geralmente consiste de recitações de textos sagrados (em particular o Sutra do Coração e outros textos ou sutras), da prática da meditação sentada e em andamento (zazen e kinhin) e de palestras sobre o Dharma (teisho), para além de samu. Diz-se que o Zen é a essência do Budismo. Um mestre Zen japonês disse: "O Zen nasceu e cresceu na Índia, floresceu na China e deu fruto no Japão." Mas não é assim tão simples. O Zen é a prática que nasceu da experiência do Buda Shakyamuni, o qual despertou para a realidade última da vida (o não-eu). Como tal, o Zen não pertence a nenhuma seita religiosa em particular. Podemos até encontrá-lo no Cristianismo, no Hinduísmo, nas cartas de S. Paulo, por exemplo, ou nas biografias de Ramakrishna. Por favor, não tirem nenhuma conclusão por eu ser um monge budista; em vez disso, descubram e realizem a raiz da vossa prática Zen através deste encontro quotidiano Aqui-Agora. Para saber mais sobre o Zen:
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